segunda-feira, 1 de julho de 2024

RESUMO: O PATRIMÔNIO COMO CATEGORIA DE PENSAMENTO – José Reginaldo Gonçalves

 

RESUMO: O PATRIMÔNIO COMO CATEGORIA DE PENSAMENTO 

AUTOR DO TEXTO: José Reginaldo Gonçalves

CITAÇÃO DO TEXTO ORIGINAL: GONÇALVES, José Reginaldo Santos. O patrimônio como categoria de pensamento. In:ABREU, Regina; CHAGAS, Mario (Org.). Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A: Faperj: Unirio, 2003b. p. 21-29.

Autora do Resumo: Heidi Ferreira da Costa

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RESUMO

O autor inicia o texto explicando a origem do termo “categoria” dentro da Antropologia, e declara que o objetivo do texto é compreender em que medida a categoria patrimônio, embora seja uma noção moderna, também pode estar ligada a culturas pré-existentes.

Ele alega que embora o termo patrimônio seja uma invenção da modernidade, remontando ao século XVIII, a noção de patrimônio sempre esteve presente nas culturas e sociedades humanas, interligando-o ao conceito de colecionamento.

José Reginaldo atenta para o fato de que as especificações modernas da categoria de Patrimônio não são naturais. Segundo o mesmo:

“Do ponto de vista dos modernos a categoria “patrimônio” tende a aparecer com delimitações muito distintas. É uma categoria individualizada, seja como patrimônio econômico e financeiro, seja como patrimônio cultural, patrimônio genético, etc.

Neste sentido, suas qualificações acompanham as divisões estabelecidas pelas modernas categorias de pensamento: Economia, cultura, natureza, etc. Sabemos, no entanto que essas divisões são construções históricas.” (GONÇALVES, 2003. p.23)

Ele recorre ao conceito de “bens sociais totais”, de Marcel Mauss, para considerar que patrimônios poder ter valores além dos materiais, como valores mágicos, morais, espirituais etc.

Reginaldo apresenta então a recente diferenciação e oposição entre o patrimônio imaterial e intangível ao patrimônio de “pedra e cal”, considerando que a intenção desta nova categorização não é de tombar, mas de registrar.

Seguindo a trilha de pensamento do patrimônio imaterial, ele apresenta a Festa do Divino Espírito Santo como um “fato social total” e ao mesmo tempo um “patrimônio transnacional”, porque se tratar de uma manifestação que ocorre em diversos países. Neste ponto, no entanto, ele alerta para a necessidade uma atenção ao utilizar a categoria “patrimônio”, de modo que a mesma não adquira um significado diferente daquele conhecido pelo nativo.

O autor parte então para o conceito de cultura e a importância de que esta seja considerada quando se fala de um patrimônio, pois alguns patrimônios podem ser ao mesmo tempo materiais e intangíveis, como o exemplo apresentado por ele da Coroa do Divino.

O texto conclui que não cabe ao antropólogo definir qual noção de patrimônio é mais ou menos relevante para as políticas públicas, mas sim introduzir esta noção de universalidade, sinalizando que há uma semelhança entre essa categoria e à noção de autoconsciência cultural que precisa ser melhor debatida.


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